sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O meu aniversario trouxe-me de volta 'a blogblosfera.um presente inusitado fez-me quase que de imediato abrir o site do blogger e (re)começar . Há dias falava com o Lobistico (ainda nao perdi esta mania de tratar os meus queridos amigos bloggers pelo seu nome ficticio) sobre o porque de deixar de escrever. è uma questão de disponibilidade. "Ainda te tenho nas bookmarks" "Também eu!" pensei. A ele e a poucos mais que seguia com prazer quando o tempo era uma coisa que assistia, quando as redes sociais não domivam a internet...Eramos anónimos, ligávamos os computadores, comentávamos textos de outros e publicavamos os nossos...no nosso anonimato. Escrever, ainda que só porque sim, para não deixar o blog morrer ou para dar noticias de alguma forma, era um acto saudavel que se foi perdendo à medida que esse anonimato foi desaperecendo. Com isso veio a vergonha, a auto-censura de pensar que quem irá ler saberá de ante-mão que A cumplice é a Sofia, ou  Maria ou a Inês. Agora é mais fácil. Partilha-se o tudo e o nada. É-se bombardeado diáriamente sem pedir, e o resultado é que acabamos por dispersar com tanta informação. Deixámos de procurar. É que no processo da procura, assim como em qualquer jornada (fazendo uma comparação rebuscada) encontra-se muita coisa pelo caminho. E é da filtragem que se faz que se constroi alguma coisa, que se enriquecese. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Closer ao vivo e a cores


Quem é que não se recorda da primeira cena de Closer (filme de Mike Nichols) na qual se vê Natalie Portman caminhar em camarâ lenta ao som do Damien Rice? ou da mítica expressão "Hello Stranger". Eu lembro, dessas e de muitas outras cenas, dos diálogos e da genialidade com que se desenrolam as provocações entre os personagens,as decepções e os opostos felicidade e tristeza. Pois bem, para os que gostaram do filme, eis que o texto de Patrick Marber que deu origem ao filme é adaptado ao teatro e terá lugar no Auditório do Casino Estoril de 22 de Fevereiro a 8 de Março. Os preços são os normais para este tipo de espetáculo entre os 20 € (bilhete normal e 15 € (para grupos com mais de 10 pessoas, jovens com menos de 25 anos e seniores com mais de 65 anos). Reservas em: 91 818 97 94 e Facebook

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Uma coisa chamada "Cartão Jovem"



Ser Jovem pode não ser um posto como dizia o Carlos Tê mas, obtendo um Cartão Jovem, poderá trazer algumas vantagens. 8 euros e uma fotografia bastam para ter acesso aos descontos que este cartão permite. Pessoalmente, utilizo-o com frequência, ora no cinema, ora quando viajo pla CP, nas pousadas da Juventude, em museus e até noutros países da Europa, principalmente em Espanha e Itália. No seu total, os trocos que já poupei ultrapassam em grande escala o seu custo de adesão. E, para os que pensam, "ah e tal já sou velho para ter cartão Jovem", não sei se dada a crise, os tempos que correm e a consequente evolução do conceito do que é ser "Jovem", a idade limite para se poder ter um cartão Jovem aumentou para os 30. Eu costumo fazê-lo (porque tem de ser actualizado todos os anos) na pousada da Juventude de Almada mas também poderá ser emitido nas lojas Ponto JA do Instituto Português da Juventude, nas estações de Correios dos C.T.T e nas Agência de Viagens Abreu.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

BODYSHOP



A BODYSHOP é um amor recente. E, como todos os amores recentes, é com ansiedade que experimento os seus produtos. A marca foi criada em 1976 por Anita Roddick e comercializa produtos de beleza naturais e amigos do ambiente. Os meus preferidos são, sem dúvida, os cremes hidratantes com os aromas mais deliciosos que possamos imaginar, dão vontade de comer e a pele fica como se quer, hidratada e radiosa. Os shampôs são biodegradáveis e amigos do ambiente, a maquilhagem não é testada em animais e o cartão de cliente dá acesso a muitas promoções. Ia dizer que a sugestão de hoje era só para meninas, mas a BODYSHOP tem também uma linha masculina e como hoje em dia os papeis são tão semelhantes, é para quem quiser.

Como compreender o(s) seu(s) Alentejano(s) de estimação

O alentejano é um ser peculiar. Tal peculidariedade merece uma pequena disertação acerca das características que o tornam um espécime invulgar. Geralmente bem disposto, o Alentejano é por vezes, de difícil compreensão para os que pouca convivência têm com ele. Comecemos pelo mais básico e primordial, as necessidades fisiólogicas. As necessidades fisiológicas do Alentejano são mais fortes do que nos restantes seres vivos (nomeadamente as que se referem ao WC) provocando tal desconforto que é frequente despirem-se na totalidade nos momentos que antecedem a satisfação das referidas necessidades. Outro facto de interesse relaciona-se com um dos principios básicos de sobrevivência: o Alentejano não tem meio-termo. Ou é ou não é. Decididos por natureza, o alentejano escolhe sempre entre os opostos com uma facilidade e rapidez invulgar, admitindo-se uma hesitação de apenas 0.3 milésimos de segundo. Talvez na base deste principio estejam ainda algumas preferências do alentejano como sejam: o açucar ao adocante, a coca-cola à pepsi, a sagres à super bock.




Por agora deixo-vos com estas dicas para facilitar a convivência e principalmente a compreensão com esse ser maravilhoso que é o Alentejano. Este fim-de-semana também eu rumarei Além tejo e, concerteza trarei novos hábitos e curiosidades.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A "chegada" dos morangos




Cheguei a casa já tarde. Depois de um dia de trabalho dirijo-me à cozinha e, em cima da bancada, uma tijela de morangos suculentos à minha espera. A "chegada" dos morangos é muito mais do que um fenómeno gastronómico ou um capricho , representa para mim o início do tempo ameno e das flores, dos dias mais longos : o fim do inferno, perdão do Inverno. Hoje, senti a primavera chegar numa dentada e soube-me a pouco!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Personal note

Hoje assinei o meu contrato de trabalho. Não queria deixar passar este dia em branco, não queria adormecer sem o escrever, sem descrever o conforto que foi, pela primeira vez sentir que realmente pertenço (profissionalmente) a algum lugar. Hoje senti-me "da casa", senti que visto uma camisola e que depois de tanto tempo e trabalho valeu a pena "afinal vale a pena!" Afinal, a sorte também se faz, mesmo para aqueles que não nascem para a lua. Sem cunhas nem intermediários, eu consegui chegar aqui e, nos dias de hoje, são poucos os que se podem gabar de ter o feito. Eu não precisei, ou melhor, precisei, mas não foi preciso. Corri a atrás, saí para a rua quando os outros ficaram em casa a enviar CV´s pelo correio electrónico, levei com portas na cara, nãos redondos, deram-me (falsas) esperanças. Talvez por isso me recorde quase ao pormenor da tarde em que por acaso, e já num acto de desespero, resolvi subir ao 1º andar do nº 99 da Avenida da República. Era Agosto, a temperatura rondava os 30º e eu saí para a rua logo cedo, de envelope na mão e com uma certeza inesplicável no coração. Sempre acreditei que quando se quer muito uma coisa e se luta por ela com amor, o universo todo conspira em nosso favor. E assim foi nesse dia. O desanimo de já ter entregue alguns CV´s fizeram-me párar, sentei-me num banco na Av. Estados Unidos da América e uma lágrima gorda contornou-me a face. Chorei sozinha, desejei estar acompanhada mas a certeza continuava lá. Enchoguei a cara e lembrei-me que talvez fosse boa ideia ir a uma tal clínica em Entrecampos antes de apanhar o comboio para a minha margem e dar por terminada a minha saga pessoal. Passado uns dias abriu uma vaga e a médica Fisiatra resolveu então chamar apenas os Fisioterapeutas cujos os Curriculos tivessem sido entregues pessoalmente. Hoje, mais do que ter assinado um contrato, sinto-me satisfeita porque faço o que gosto ao ponto de não me deixar estagnar e tentar sempre faze-lo melhor ainda. Que este post sirva de mensagem e dê motivação aos muitos que, como eu, lutam pelos seus sonhos.